Pré-Jogja

Há algumas semanas atrás, estávamos discutindo onde eu faria minhas “6 journeys”. É uma parte do meu programa (Beyond Race) onde eu deveria usar as sextas-feiras para conhecer mais a fundo as 6 religiões oficiais da Indonésia: Islamismo, Cristianismo, Budismo, Hinduísmo, Confucionismo e Catolicismo (que eles separam do Cristianismo aqui). Por ser o único voluntário do meu programa, então me veio uma ideia que podia dar uma “empolgada” nessa programação. Sugeri a eles que ao invés de perder 6 sextas-feiras de aula, perderia 2 dias seguidos (quinta e sexta) e faria 3 das 6 jornadas em outro lugar, mais longe e com um contato maior com as religiões a serem compreendidas. Aquela sugestão foi para a diretoria da AIESEC que demorou cerca de 1 semana e meia para responder, e no final das contas foi aprovado. Essa é a história de como eu vim parar em Yogyakarta, capital cultural da Indonésia.

Minha jornada para chegar aqui, por mais simples que fosse, foi um pouco cansativa. Mas como eu já tinha visto tantas fotos desse lugar, até antes quando tava no Brasil, tirei de letra todo o esforço. Começou de manhã com a Beyond Islands, também parte do programa, me proporciona encontro com pessoas de outras ilhas da Indonésia, me fazendo conhecer melhor suas culturas, modo de vida e etc. Dessa vez fui ao encontro de duas jovens que vieram de Papua para estudar na UI (Universitas Indonesia), nessa conversa trocamos informações e curiosidades sobre nossos países, sobre as guerras civis da Papua e Papua Nova Guiné (entre ele, com os outros e etc). É uma ilha gigante (a terceira maior do mundo), e com uma população de 11 pessoas por km² (claro que com concentrações nos centros. Esse povo tem características diferentes de todo o resto da Indonésia, diria ainda do sudeste da Ásia. As pessoas têm traços africanos e, por consequência de afro-brasileiros. A ilha já foi unificada, e por “gorjetas” que um ou outro “colonizador” que passou por ali deixava em troca das suas riquezas, dividiu aquele povo em duas partes. A barreira da fronteira é invisível, o que aproxima os países, mas também os conflitos. A maior mina de ouro do mundo (Freeport) tá na Papua, e pertence aos americanos, em paralelo a isso, é um dos países mais pobres do sudeste asiático. A indonésia é grande e seu território não faz nenhum sentido, a ilha da Java é dividida com a Malásia, tem província que tá além do “território” das ilhas, povo que fala outra língua, ou tem rei próprio ou não aceita o governo (nem votam). Resumindo: doideira.

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Papo foi cabeça, bem longo e terminamos todos com fome. Como eu tinha que trocar dinheiro para usar na viagem mais tarde, a turma toda resolveu me acompanhar até o shopping para comermos juntos. Fomos para pizza hut (que até lá tem arroz) mas comemos pizza mesmo (que eles não consideram comida porque não tem arroz) e lá não demorei porque ainda não tinha nem feito a mala e combinei com Fiqih na estação de metrô (25 min de casa), às 17h (o vôo era às 21:50. Vamos a jornada: Chego em casa, fiz a mala, coloquei o tênis então pude lavar o sapato que to usando desde o primeiro dia sem lavar (ouvindo um frevinho), depois fiz a minha respiração (finalmente! Encontrei um lugarzinho no quintal da casa, tem uma escadinha que dá numa área elevada onde estendem roupa, muito bom!). Tomei meu banho, peguei minhas roupas sujas e levei pra lavanderia, voltei e já era hora de sair. Chamei minha moto e cheguei na estação 10 minutos antes das 17h, aqui é igual ao Brasil, então eles nunca estão na hora (Fiqih é uma exceção, ele atrasa pouco), mas foi legal porque encontrei o Mexicano e o Indiano e ficamos de papo lá. Mas as 17:20 já estávamos no trem. Num resumão de todo o processo, foram: 1 moto + 2 trens + 1 bela andada + 2 trens + 1 avião + 1 taxi. Em quase 6 horas chegamos aqui. O voo mesmo só tem uma hora, o resto foi na correria. Muita conversa, muito tempo junto, então Fiqih me confessou que o avô dele teria imprimido minha foto com ele (naquela visita) num banner de 1m x 30cm e colocado na sala (hahaha mto legal), e que os primos e o tio vivem perguntando quando eu volto lá (voltarei sempre – enquanto estiver aqui). Esse post foi bem pequeno e o próximo vou tentar colocar colocar toda a viagem junta depois que eu voltar daqui para não perder muito tempo escrevendo. Bjus

 

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