Primeira impressão

Dia 8 de Janeiro saí do Brasil bem cedo, 00:15, com um pequeno atraso de uns 40 minutos porque uma passageira por algum motivo desistiu de voar. Então foi necessário tirar suas malas do bagageiro do avião e, por medida de segurança, verificar quem eram os donos de cada bagagem de mão de toda aeronave. Fora isso, um voo tranquilo, dormi nas primeiras 8 horas e nas 6 horas seguintes consegui acabar uma série que estava pendente (Godless).

Chegando em Dubai, tentei ir visitar a cidade já que iria ficar por um bom tempo ali, mas para conseguir o visto o passante precisa ao menos de 8 horas de estadia no país, o que não foi o meu caso. Então fui conhecer a parte do embarque do Aero que por se só já é uma experiência. Pessoas de diferentes culturas e uma grande diversidade de estabelecimentos para atender a essa diversidade (pubs, lanchonetes e lojas do mundo todo). Depois de todo esse tempo aguardando, chegou a hora do voo. Já na “organização” da fila Acredito que a grande maioria dos passageiros era Indonésio, sobrando poucos ocidentais. Nessa hora, ao convocar as filas separadamente entre a primeira classe, executiva e econômica, não houve quem conseguisse alinhar toda essa gente. Talvez a falta de experiência com voos ou conhecimento da língua em que estava se dando a palavra de ordem. Então esperei eles irem antes para depois entrar.

Já dentro do avião, entre poltronas bem apertadas, fiquei no meio de um inglês e uma indonésia. O inglês estava aqui pela segunda vez para finalizar uma estrada que teria começado em novembro, e me passou várias dicas de Jakarta. Disse que eu adoraria, que eles têm tudo e muito barato, além dos conselhos que todos andam me dando sobre a higiene e cuidados com as bactérias na água, verduras e comidas de rua. Do meu outro lado, na janela, ficou essa jovem, toda coberta em um lenço preto muito nervosa com os barulhos do avião, tentou escrever algumas coisas em inglês no celular a fim de conseguir uma comunicação, mas não foi possível haver um entendimento por base de palavras. As aeromoças não conseguiam servi-la por não compreenderem seu vocabulário, e até consegui desenrolar o “kopi” e o “jus” que ela queria com minhas poucas aulas no Babbel (app para aprendizado de línguas estrangeiras) que tive no Aeroporto de Dubai. Ensinei a mexer na tela, a conectar seu fone e acho que isso trouxe alguma confiança para a menina. Acredito nisso, porque quando eu estava indo no banheiro ela me segurou no meu braço como se estivesse querendo saber para onde eu ia. Na volta do banheiro, vi que meus “vizinhos” já estavam dormingo, pedi licença ao inglês e já tomei uns remedinhos provided by Marildinha (sogrinha) e apaguei em 2 minutos. Só abri o olho quando a aeromoça me acordou no dia 9 em Jakarta.

Diferente do Aeroporto de Dubai, o de Jakarta é mais simples, de tijolos laranja e um formato mais oriental. Entrando lá, peguei minha bagagem na esteira, arrisquei um “salat pagi” (bom dia) com o cara da polícia/visto. Mas já era de tarde ☹ (ou seja, “salat malam”) só acabei levando um forinha mesmo. Ao passar pela alfândega (quase nenhuma fiscalização), fui recebido por Dani, um motorista muito simpático que fica a disposição de um casal qual eu estou hospedado na casa deles temporariamente, até o início do Programa.

20180109_075500

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